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Dias se passaram. Júnior estava a cada vez se dedicando mais ao futebol, Rafaella vivia na minha casa, Davi e Carol viraram visitantes vips da minha humilde residência. Eu adorava tudo isso que estava acontecendo e queria mais, sempre mais. ADIVINHEM? Caio e Rafaella tão flertando um com o outro... parece que aquele flerte todo dela com o Lipe acabou num estalar de dedos, não entendo o por quê.
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Dias se passaram. Júnior estava a cada vez se dedicando mais ao futebol, Rafaella vivia na minha casa, Davi e Carol viraram visitantes vips da minha humilde residência. Eu adorava tudo isso que estava acontecendo e queria mais, sempre mais. ADIVINHEM? Caio e Rafaella tão flertando um com o outro... parece que aquele flerte todo dela com o Lipe acabou num estalar de dedos, não entendo o por quê.
Eu estava mais que feliz! Laura estava ficando
a cada dia mais forte e isso me dava uma vontade enorme de joga-la pro alto,
gritar pra todo mundo que minha filha é o milagre mais milagroso da minha vida.
Mas como nem tudo é um mar de rosas...
POV’s Patrícia
Cancelei minha viagem de dias atrás e marquei
para hoje. Estou muito feliz por, finalmente, sair do Brasil. Vou tentar minha
vida lá fora e tudo vai ser bem melhor... tenho certeza que vou encontrar
pessoas legais, que me façam sorrir e coisas que eu goste de fazer. É um novo
rumo que eu dou pra minha vida e tomara que seja um rumo certo. Mas não sei...
Já imaginou tua vida sem pais, irmãos, amigos
chatos, filhos, ex namorados, vizinhos chatos e, talvez, problemas? Cara, é
tudo o que eu quero e vou ter.
Terminei de me arrumar, olhei no espelho pra
ver como havia ficado todo o conjunto da minha arrumação e me apaixonei por mim
mesma. Sorri, peguei minha bolsa e meu celular e desci. Minhas malas já estavam
no carro e papai e mamãe me esperavam. Corri para o carro e não conversei
muito, EU QUERIA IR EMBORA.
(...) Todos os procedimentos completos. Todas
as lágrimas já choradas. Uma ansiedade enorme dentro de mim e cara, eu sou
livre!
(...) Acordei sentindo tudo tremendo. Ninguém
merece uma turbulência uma hora dessas, né? Sentia meu estômago revirando e
minha cabeça pulando. MERDA, tem como parar? Poucos minutos depois, ainda em
meio a turbulência, as luzes do avião piscaram e sentimos como se ele virasse
muito para o lado direito. Todos começaram a gritar e eu me segurei mais forte
em minha poltrona. O avião balançou por mais umas vezes e todos, até mesmo eu,
choravam e gritavam pedindo socorro, ajuda. Alguns rezavam falando que ainda
tinham muito o que viver, falando que eram jovens. Eu apenas fechava os meus
olhos e percebia toda a minha vida passando por ali. Senti uma dor enorme no
peito quando passou Laura na minha cabeça, mas suspirei e continuei me
segurando a poltrona enquanto o avião ainda tinha aqueles ataques. Tudo ia
ficar certo, eu não posso morrer agora.
As luzes se apagaram de vez e a aeromoça pediu
para que ficássemos calmos porque iria tudo voltar ao normal. Não acreditava
nas palavras dela, mas tentava me forçar a acreditar. Mais gritos, choros, movimentos
estranhos do avião, chacoalhadas. Pessoas vomitavam, corriam para o banheiro e
aquilo era horrível. Meu coração acelerava a cada segundo mais e eu poderia
morrer de ataque cardíaco. Tentei usar a tática de rezar e ao invés de pedir
pra que tudo ficasse bem, pedi para que Deus protegesse a Laura e a Giovanna
acima de tudo. Protegesse as duas anjas que eu deveria amar incondicionalmente
e não amei. Barulhos estranhos, o avião virou para a esquerda. A turbulência não
parava e eu me permiti gritar até sentir a garganta doer. Será que o piloto não
ir ter controle da situação?
- Por favor, se acalmem. – a aeromoça pediu. O
rosto dela brilhava de lágrimas ao ser clareado pelas lâmpadas de emergência. A
turbulência parecia não...
POV’s Giovanna
- Ai! – falei e caí sentada no sofá levando a
mão ao peito. Todos me olharam e Laura começou a chorar desesperadamente.
- Qual foi, Gi? – o Gil me perguntou e eu
balancei a cabeça negativamente.
- Não sei. – respondi e senti outra pontada. –
Tô sentindo umas pontadas estranhas.
- Acho melhor irmos pro médico! – Júnior falou
e entregou a Laura pra Rafaella que ficou desesperada sem saber o que fazer com
aquela criança chorosa, vindo até mim.
- Não precisa, vai passar. – falei e ele deu um
beijinho na minha testa.
- Tem certeza? – ele perguntou preocupado.
- Sim, foi só um sentimento ruim... nada
demais.
- Tomara que realmente não seja. – Felipe falou
e então voltamos a nossa bagunça. Quero dizer, eles voltaram a bagunça, porque
eu peguei minha filha no colo, apertei-a contra o meu corpo e desejei que nada
de ruim acontecesse com ela. Ela abriu os olhos ainda chorando, fez biquinho e
me encarou, colocando a mãozinha no rosto em seguida. Senti meus olhos arderem,
sabia que eu iria chorar, então entreguei-a pro Felipe e fui pro banheiro
correndo. Quando cheguei lá, olhei no espelho e comecei a chorar. Sem motivos,
talvez só por medo. Que sentimento estranho foi aquele? Nada de ruim pode
acontecer, por favor. Minha vida estava ótima e eu queria que continuasse
assim. Sequei minhas lágrimas e coloquei na cabeça que foi apenas uma besteira,
que tudo ficaria certo. Eu acredito que tudo estava certo e nada mudaria.
- Tá passando mal ainda? – Caio perguntou assim que eu
voltei pra sala.
- Não, fui apenas fazer xixi. – menti e sorri de cantinho.
- Você não me engana senhorita Martinelli, se você foi
fazer xixi por que desse olhinho vermelho? – Felipe falou e arqueou a
sobrancelha.
- E esse olho cheio de lágrimas e vermelhos, hein? Não
adianta nos esconder, nós te conhecemos muito bem. – Caio alegou e eu não tinha
mais como esconder.
- Sei lá gente, foi um sentimento estranho. – falei e
senti meus olhos arderem de novo. – Eu só rezo pra ficar bem.
- Eu sei que vai. – Júnior falou e me abraçou. Uma
lágrima teimosa rolou pelo meu rosto e ele rapidamente secou. Me deu um
beijinho na ponta do nariz. – Eu quero te ver sorrindo amor.
- Lindo! – falei e dei um selinho rápido nele. Gil
pigarreou e sussurrou (completamente alto) pra Rafaella como: “que casal mais
meloso” e ela riu. – Não ria Rafaella, meu chinelo pode voar na tua cara.
- Ui, agressiva! – Rafaella falou e rimos.
- Ela é agressiva assim na cama também, Juninho? – Gil perguntou
e todos riram mais. Taquei meu chinelo nele. – Ops!
- Mais respeito moleque! – Júnior falou rindo e tacou uma
almofada no Gil que levantou as mãos “se rendendo”.
- Tá bom, já entendi que não querem entrar em detalhes.
- O que eu fiz pra te merecer, hein? – perguntei pro Gil
que sorriu de cantinho.
- Se fosse a minha mãe que me perguntasse isso eu iria
responder “sexo”, mas como não é... não sei. – ele falou e todos rimos. Era
incrível como os meus amigos me fazem esquecer os problemas tão rápido.
[n/a] TUDO PODE ACONTECERRRRRRRRRR! Eaí, saudades? hahahahaha por fim, postei. Espero que tenham gostado e não me matem pelo capítulo minúsculo, mas era preciso. Talvez amanhã eu poste um capítulo ENORME (tipo, duplo ou triplo) aqui pra vocês. Só dependo dos comentários, valeu? Então comentem o que estão achando, o que gostaram no capítulo e o que acham que essa história guarda pra vocês.


